Benfica 1-1 Portimonense

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hoje decidi não me debruçar individualmente e ao pormenor sobre os jogadores do Benfica, porque me parece que isso seria extremamente injusto, e até uma crueldade, para com eles. Claro que dá para avaliar coisas como a recepção de bola e a técnica individual, mas quando se lançam dez habituais suplentes (sendo que alguns têm muito poucos minutos nas pernas e para dois era mesmo a estreia) ao mesmo tempo numa equipa, não dá mesmo para muitas mais ilações. Há que compreender que uma coisa é analisar, por exemplo, Carole num jogo ao lado dos três habituais defesas e com Javi por perto, e outra é avaliá-lo pelo que se viu hoje.

Porque esta época já tiveram várias oportunidades, abro apenas duas excepções. Felipe Menezes: provavelmente embirrei com o rapaz, e admito-o sem qualquer problema, mas depois da quantidade de oportunidades que já teve não o acho com qualidade mínima para estar no plantel do Benfica; Kardec: não consigo compreender como é que um miúdo que na época passada e no princípio desta demonstrou alguma qualidade, desde Novembro que parece ter vindo a desaprender.

Em relação ao jogo, não há muito a dizer porque também não se poderia esperar muito com um onze inicial destes. A equipa apresentou-se horrivelmente lenta de processos (o único jogador em campo capaz de imprimir velocidade era Jara) e o quase inexistente entrosamento entre os jogadores dos corredores fazia com que Aimar tivesse que se desdobrar em quatro para tentar organizar o jogo do Benfica, e sempre pelo meio. Lá na frente Jara bem tentava desmarcar-se mas os passes nunca chegavam. Depois, para ajudar à festa, veio um penálti parvo que colocou a equipa a perder.
Ao intervalo Jesus foi quase obrigado a mexer na equipa porque o que se via era, de facto, muito mau. Mas a coisa não melhorou por aí além porque Gaitán entrou muito mal e Salvio esforçado mas sem acertar com os cruzamentos. Uma palavra de apreço para Nuno Gomes, que em poucos minutos conseguiu iludir Kardec, o terceiro central do Portimonense, que até aí tinha estado fortíssimo a anular ataques ao Benfica.
Melhor em campo do Benfica, na minha opinião, claramente Jardel.

Penso que neste jogo a única coisa que vale a pena analisar é a opção de Jesus. Fez bem? Fez mal? A minha resposta anda ali pelo meio. Fez muito bem em apostar descaradamente na Liga Europa e poupar jogadores, mas se calhar exagerou um pouco na revolução. Se calhar poderia ter dado 45 minutos de início a dois ou três titulares que não faria mal nenhum, mas isto é obviamente a óptica de um mero treinador de bancada. Ele é que sabe como está a condição física dos atletas.

5 comentários:

Bimbosfera disse...

Parece-me uma análise certinha. Concordo com parte do Filipe Menezes, ele tira um gajo do sério, mas, como sabemos, há que dar algum tempo aos brasileiros, ainda mais novos, para se ambientarem... Pode ser que sim, até porque, por exemplo, o Di Maria só explodiu à 3ª época, se bem que já mostrava fogachos aqui e ali... Ok, o Di Maria é argentino, mas também vale para ele, ehhehe!

Abraço

Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera

Bimbosfera.blogspot.com

Jotas disse...

Estou em perfeita sintonia com as opções tomadas por Jorge Jesus, em relação à revolução apresentada no onze que entrou ontem em campo, o Benfica não poderia correr qualquer risco de comprometer o apuramento na Liga Europa, por caprichos numa liga inquinada, que está decidida desde o seu início.
Este jogo e este resultado, não me causaram surpresa de maior e muito menos preocupação, nem sequer vou catalogar a categoria dos jogadores, porque julgo que todos deveriam perceber que por muita qualidade que alguns jogadores possam ter, o futebol é além de tudo um futebol colectivo feito de rotinas de jogo e obviamente foram notórias mais que qualquer coisa, a natural ausência dessas rotinas, com reflexos óbvios na exibição.
O Benfica está centrado e muito bem, nas provas em que depende de si para vencer, se o conseguir será uma grande temporada a todos os níveis.
Também tenho a consciência que muitos daqueles que pediam a cabeça do treinador no princípio da época vão ressuscitar com a leveza de raciocínio do costume, os mesmos que o veneraram de novo num ciclo de vitórias sucessivas, mas esses eu até entendo, agem com o coração e isso tolda sempre o raciocínio enfim, é o papel de adepto em que também eu caio algumas vezes, é normal, apenas lamento a falta de coerência.

magalhães.Sad.SLB disse...

Percebo e respeito a estratégia do nosso mister. Com o Campeonato fora do nosso alcance, devido às várias peripécias desta liga da mentira, Jorge Jesus resolveu re-alinhar as prioridades e apostar forte na Liga Europa. É uma escolha racional mas perigosa.

Com o resultado de ontem é obrigatório vencer em Paris e passar a eliminatória, caso contrário, os mesmos de sempre vão apontar e disparar forte contra Jorge Jesus...

Força Mister!!! CARREGA BENFICA!!!
RF

Anónimo disse...

Não percebo o Kardec. Não ataca uma bola, nunca está no sítio certo, nunca se antecipa, nada.
Se calhar é uma nódoa e ainda não o tinha visto...
Até o Mantorras teria feito melhor de canadianas.
Isto para dizer que a equipa B até jogou qualquer coisinha, mas quando a bola chegava à pequena área faltava lá alguém.

Anónimo disse...

Pessoal, no próximo jogo SLB - fcp vamos gritar do princípio ao fim Corruptos. Espalhem a palavra e que chegue aos NN e DV, eles ao começarem, toda a gente os acompanha. Eles viam 65.000 a gritar CORRUPTOS e os responsáveis pelo desporto veriam que nem todos são cegos e que pode ser um fenómeno tipo Geração à rasca. Facebook e todos os canais possíveis!!!

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