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Quando vai quebrar o Sistema

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aqui há uns dias abordámos neste espaço a questão da forma como se poderá terminar com a teia de interesses e influências montada pelo presidente do clube condenado por corrupção desportiva em 2008, referente a casos que remontam à época 2003/2004.

Identificámos 2 caminhos: o corte entre o influenciador e os vários agentes que controla, manipula e cedem aos seus interesses ou a cessação da influência do responsável pelo sistema estar instalado.

Para se conseguir resolver a questão junto dos agentes, teria de ser construído algo como um “super sistema” que envolvesse o sistema instalado. Algo que instigasse o medo junto dos agentes que os faria ceder a uma influência superior à de Pinto da Costa, anulando os efeitos da pressão que factualmente foi comprovada como existente nos últimos 20 anos, desta forma eliminando o enviezamento nas decisões e resultados que existe.

Esta questão só seria possível com violência e terrorismo sobre os agentes, o que, como sabemos, não faz parte do modus operandi do nosso clube, pelo que a solução para o fim do sistema está na cessação da influência de Pinto da Costa.

Este post recupera algumas questões que já escrevi antes, mas que, com as novas escutas, volta a ser pertinente relembrar. O presidente do clube condenado por corrupção activa tem 72 anos e dirige a agremiação desde 1982 (há 28 anos).

O poder é ditatorial, tem apenas uma cabeça, um rosto responsável pela violência e cultura de guerrilha instituída. Pinto da Costa não tem filhos no Futebol (se tivesse o resultado seria igual ao do Boavista). Tem discípulos seguidores, mas nenhum ditador preparado para o substituir na linha da sua actuação actual (o protagonismo será sempre dele até ao fim).

Os regimes ditatoriais terminam sempre da mesma forma: O ditador / líder absoluto cai e a instituição/clube/país gerido pelo ditador mergulha no abismo, por efeito da perda da figura líder e sobretudo pela instantânea luta de poder que se seguirá imediatamente após a necessidade de sucessão.

Quando esta questão surgir, não existirá consenso na sucessão (os Ruis Moreiras, os Poncios, os Manueis, os Salvadores e todos os restantes cães vão procurar o osso do protagonismo e tentar assumir a liderança). O modelo de liderança vai ser necessariamente diferente, porque o novo líder não será consensual e sobretudo não terá capacidade para “reproduzir” o perfil de Pinto da Costa.
Os lacaios Henriques, Araújos, Reinaldos, etc, sem orientação do líder, vão perder a referência e por consequência passarão a ser inofensivos (faltará a estratégia de suporte à acção).

Quando Pinto da Costa cair, a cidade do Porto irá necessariamente reagir. A cidade do Porto é digna e na sua maioria “odeia” as práticas e modelo actual do clube de futebol que é a sua face, que lhe dá exposição mediática.

Os Artur Santos Silva, os Belmiros de Azevedo, os Rui Rio, Os Manoel de Oliveira (ainda vivo nessa altura), Os Souto Moura, Siza Vieira e Ludgeros Marques não vão deixar que se institua novamente este regime que gerou isolamento da cidade tanto pelo poder central (a esvaziar completamente o Porto de actividades e eventos – o último foi o Red Bull, entretanto cancelado) como pelo poder local, que cortou todo o apoio e relação actual com o clube). Isolamento este gerado sobretudo pelo reconhecimento das práticas não lícitas que justificam os últimos anos de sucesso desportivo.

O FCP, quando Pinto da Costa cair, ficará órfão do ditador e não lhe será possível erguer novamente uma figura proeminente incontestável, porque a cidade do Porto não vai permitir novos Apitos Dourados e outros episódios que denigrem a imagem da cidade.

Quando isto acontecer, a agremiação terá um sério problema desportivo. Com a teia desmontada ou inactiva, o FCP deixará de ter elementos de compensação e naturalmente a falta de argumentos para lutar com o maior clube do mundo virá ao de cima. O FCP cairá desportiva e financeiramente para o nível do Sporting, sobretudo porque não conseguirá gerar receitas para os níveis de investimento necessários para combater com o Sport Lisboa e Benfica.

Os restantes clubes nacionais deixarão de ter de prestar vassalagem. As suspeitas na arbitragem, liga e federação terminarão e os rostos conhecidos serão substituídos por rostos competentes. Teremos um campeonato são, onde o melhor tendencialmente prevalecerá. E o melhor será naturalmente o Maior.

Será por volta de 2016, talvez antes. Já falta pouco. Até lá não só resistiremos como estaremos mais fortes se mantivermos a denúncia das influências que encontramos, a pressão sobre os media e a aliança em torno do nosso clube.

Porque é relevante discutir o patrocínio das Camisolas do Benfica?

domingo, 16 de maio de 2010

Na sequência de um comentário do GB aqui no blog, apelando a que se esqueça esta questão (obrigado GB pela visita e confronto de opiniões), resolvi escrever mais umas linhas em relação à questão das camisolas.

Como sabem o contrato foi negociado com a PT em 2005 por 5 anos consecutivos, até 2011 (TMN era uma empresa à parte e Meo não existia) - segundo o que sabemos por 25 Milhões de Euros - 5 Milhões/época.

Só 3 anos depois chegaram as novidades "TMN e Meo". TMN foi colocado aquando da alteração da identidade corporativa da marca. Meo surgiu no mesmo ano de 2008 e também tivemos Sapo (um logo verde que nunca pensei ver na nossa camisola...). Nesse momento, alguém aprovou o azul, o preto, o verde e as alterações.

Se me disserem que em 2008 a PT pagou mais X especificamente para ter o logo corporativo TMN ou a possibilidade de colocar múltiplas marcas, eu percebo a legitimidade dele lá estar (não percebo o clube ter aceite).

Pelo menos eu não conheço as condições detalhadas do contrato e se previa alterações, mas uma coisa é certa... No momento da assinatura em 2005 a camisola tinha logo PT em linha ou em quadrado, não havia Meo, TMN era independente do Grupo PT.

Se estamos a falar dos mesmos 5 Milhões de Euros por época, o clube tinha legitimidade para contestar e negociar a sugestão da PT  de diversificação.

De qualquer forma, o contrato acaba esta época que começa agora. Se não houver alterações este ano, o resultado será perda de vendas de camisolas para o nosso clube (e se tinhamos capacidade apenas para vender meia dúzia de camisolas em 2005, agora não é bem assim... os adeptos demonstram significativa intenção de procura)

Se nada mudar este ano, os Benfiquistas terão dado um sinal inequívoco ao clube de que nesta temática a estrutura tem de ser mais exigente, como aliás está já a ser na questão da Benfica TV na Zon ou como foi no passado em relação à relação Benfica - Galp Energia (onde a nossa imagem ainda não está presente, porque a Galp não apresenta contrapartidas por usar a marca Benfica).

Todas estas iniciativas, manifestações de desagrado e outras "paneleirisses", se não tiverem repercussões hoje, terão em 2011, ano de nova negociação contratual.

Só para relembrar: A camisola é uma das componentes de identidade mais relevante do nosso clube, um elemento de ligação entre a equipa e os adeptos. É do clube e serve o clube. O ajuste terá sempre que ser do patrocinador, o elemento estranho ao clube, com quem teremos sempre uma relação temporalmente finita.

O papel da Benfica TV

sábado, 15 de maio de 2010


Estamos no bom caminho, mas a juventude da Benfica TV ainda nos gera alguns dissabores.


Com o estádio actual do futebol nacional não só a informação e contra informação são constantes como as teorias da conspiração podem ser equacionadas em qualquer comentário, documento, reportagem ou acção.

Com as manobras que conhecemos terem existido no passado recente, é fácil e sobretudo legítimo para os Benfiquistas conspirarem dizendo que "o Jorge Sousa foi escolhido para o SLB-Rio Ave para nos prejudicar", "O Gomes na Liga será para defender os interesses do Porto", etc.

É fácil porque nós sabemos, por factos, o que aconteceu no passado e portanto no nosso consciente ainda está cravado "Se ele fizeram isto durante 20 anos, se não houve mudanças na estrutura e estilo de actuação do FCP, se não foram punidos pelos actos, garantidamente ainda o fazem".

A revolta cresce com os actos criminosos que sofremos, com a contra-informação ignóbil gerada, com as insinuações rídiculas de manipulação que somos alvo.

Entra aqui a importância da Benfica TV. O papel do orgão de comunicação do clube tem de passar apenas e só pela defesa intransigente dos interesses do SLB e não pela instigação de conflitos.

E defender o SLB é fornecer informação factual, concreta e objectiva de defesa ou afirmação de superioridade, utilizando os casos dos opositores por comparação (como foi feito e bem na análise dos casos Hulk e Sapunaru) e não apenas para ataque isolado à concorrência ou à poluida estrutura do futebol nacional.

E a Benfica TV terá necessariamente de ser um braço armado do Clube, mantendo a política de comunicação definida, nunca divergindo para episódios como o de Pragal Colaço ou do Adepto de Braga.

O modelo do FCP terá 6 anos de validade - mais 2 mandatos de PC (talvez menos se a natureza for generosa ou se a Brasileira for insaciável). Até lá o papel do SLB deverá ser o reflexo desta época, o de apelar à tranquilidade, revelar indiferença às provocações gratuitas, o de reforçar a capacidade competitiva do clube para pôr a equipa a salvo das "Teorias da Conspiração" que se provam reais.

Quando o modelo ditatorial presidencialista cair, também o FCP vai belenizar, à semelhança do que está a acontecer com o Sporting, e paulatinamente as estruturas do futebol nacional serão limpas e profissionalizadas.

E a Benfica TV estará nessa altura mais madura, mais forte e mais alinhada com o clube, fornecendo um serviço melhor ao Clube, aos Benfiquistas e a Portugal.

O futuro do Sport Lisboa e Benfica é o Mundo

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Extracto do Programa Oficial Tottenham – Benfica, 1962

Escrever depois do 32º campeonato é fácil. A grandiosidade da festa, a clareza da conquista, o distanciamento qualitativo face aos adversários permite-nos regozijar pela vitória… e as palavras saem de forma mais rápida e fluida.

As vitórias e domínio de 2010 permitem ver que, após alguns anos de “adormecimento”, o Sport Lisboa e Benfica está finalmente de regresso a Portugal. Regressa, ultrapassando os adversários e todas as adversidades, fruto de uma esmagadora diferença futebolística, que convictamente penso que se manterá nos próximos anos.

Todavia, como o país é pequeno e merece pouco o Grande Sport Lisboa e Benfica (como podem ver no extracto introdutório, já em 1962 se sabia lá fora que éramos invejados), parece-me lógico que para se cumprir com as expectativas dos milhões que são o clube, tenhamos novamente de nos voltar para fora, o que historicamente fizemos até ao início dos anos 90.


O facto de o nosso Treinador e o nosso Presidente, em sintonia, terem afirmado ainda durante os festejos que a próxima etapa é a Europa deixou-me obviamente muito satisfeito, não só por este “olhar para além da corrupta e poluída realidade do futebol nacional”, mas também porque, pela primeira vez desde há muito tempo, as declarações são mais que intenções, são objectivos concretos e sobretudo atingíveis por esta estrutura, por este magnifico treinador, por esta estupenda equipa, por este majestoso Sport Lisboa e Benfica. Um Benfica que finalmente procura ser fiel à sua história, demonstrando forte capacidade para se adaptar aos tempos e sobretudo ao futebol moderno.

Deixo-vos um extracto de como, em 1962, a Europa via o “Benfica”. É a mensagem de boas vindas do presidente do Tottenham, aquando da 2ª mão das meias finais da 2ª Taça dos Campeões que viríamos a conquistar.

Este é o Sport Lisboa e Benfica que eu sonhava que revivesse, tão forte, dominador e respeitado na Europa como outrora, igualmente admirado ao nível do futebol que apresentava, e que voltou a apresentar agora.


Extracto do Programa Oficial Tottenham – Benfica, 1962

Pela primeira vez em 20 anos, acredito que vou poder comprar em breve um programa oficial de uma meia final da Liga dos Campeões como esta. Não é já sonho, é crença.


Vou comprar um bilhete destes (vai ser mais caro…). Vai ser meu, usado por mim e os nossos jogadores vão voltar a lutar e vencer por nós na Europa, 50 anos depois.

E a seguir à Europa, porque não vejo retorno nem marasmo futuro… voltaremos a ser futebolisticamente o que em associados já somos actualmente – o maior clube do Mundo!

Ps: Fui convidado para escrever no Céu Encarnado. Como perceberam à medida que leram estas linhas aceitei, sobretudo porque me identificava com o blogue e com a maioria dos textos que por aqui eram escritos.
Escrevo porque me faz sentir um Benfiquista melhor. Se essas linhas ajudarem alguém a ser um Benfiquista melhor, mais entusiasta e sobretudo permitirem ajudar a criar um Sport Lisboa e Benfica Melhor e Maior, o tempo investido terá sido recompensador.

Obrigado ao Éter, Atena e Scandium pelo convite. E Pluribus Unum.

Obrigado ao meu irmão por algumas peças (sobretudo programas e bilhetes) que colocarei on-line para vocês conhecerem, que fazem parte do seu espólio, tão ou mais Benfiquista que eu.

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