terça-feira, 10 de agosto de 2010
Nos últimos anos temos assistido cada vez mais a uma relação privilegiada entre o SLB e os 2 clubes de Madrid, iniciada aquando da venda de Simão.
Desta “ligação” resultam dois efeitos:
O SLB vende jogadores de topo mundial, no auge da performance desportiva, de dificílima substituição…
O SLB resolve, pagando a peso de ouro, problemas de excedentários dos clubes de Madrid… (mesmo no caso de Saviola e Javi, dois bons negócios para o SLB, foram claramente ainda melhores negócios para o Real Madrid, pois eram jogadores que não contavam para o clube).
Esta relação de “subserviência” a Madrid não é compreensível, pelo menos com os dados que estão à disposição dos adeptos. Algo se passa aqui nesta questão e como não acredito em aproveitamento interno da situação, só consigo identificar que é falta de capacidade do SLB na compra e venda de jogadores.
- Como é que um clube que vende por 25M + potenciais 11M de objectivos um Di Maria no mês seguinte compra ao mesmo clube, negócio feito pelas mesmas pessoas, 2 jogadores de 18 anos sem provas dadas no futebol sénior, por 11 M, por 5 anos, sem fixação de objectivos, potencialmente para emprestar, com cláusulas de recompra?
- Como é que após um negócio de contornos pouco claros como o do Simão (onde estava incluídas as célebres "opões de compra" sobre jogadores do Atlético de Madrid e ainda pagámos pelo passe de Reyes, que não joga cá...), não se exerce poder negocial resultante dessa venda e se paga efectivamente o preço “justo” por Roberto?
Mantenho a minha convicção que o SLB tem um excelente Presidente. Mas precisamos que Luis Filipe Vieira deixe a pasta do Futebol.
O sucesso ou falha nas contratações, uma das áreas mais visíveis e importantes do clube, tem de ser entregue a profissionais, remunerados por objectivos cumpridos ou afastados por incumprimento. Se não houver no clube, contrate-se um bom que eles existem.
Está na hora de profissionalizar esta área, porque no ano de regresso à Champions estamos a ser amadores. E isto paga-se muito caro, não só na Europa, mas também a nível interno.


