2 task force para a compra de jogadores

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ano após ano reforço a minha convicção que temos claramente de ter 2 equipas diferenciadas para tratarem da contratação de jogadores, com óbvia ligação com a equipa técnica e a direcção.

O Benfica procura, há alguns anos para cá, garantir contratações de 2 tipos:

Grupo 1: Jogadores jovens com potencial (já todos sabem o perfil, não me vou alongar, deixando só a nota de que dentro deste segmento procuramos 2 grupos: O grupo dos “David Luizes/Filipes Menezes/Leos Kanus” – onde alguém avaliza como tendo potencial, é barato, compra-se – um pouco como jogar no Euromilhões… e o segundo grupo dos Rodrigos/Di Maria/Gaitan onde se vê/percepciona já muito talento mas o investimento é elevado – já não é uma compra de oportunidade e o risco associado é superior…)

Grupo 2: Jogadores com alguns créditos firmados para serem opções válidas para o plantel, com lugar inequívoco no mesmo, a maioria dos quais para titular (Os Aimar, Saviolas, Carlos Martins, Artur Moraes…)

O problema que identifico é que estas 2 questões estão a ser geridas pelas mesmas pessoas. Ora como é óbvio, o dia só tem 24H e quando se está a tentar convencer Danilos no Brasil ou Witzels na Bélgica não se pode estar na Rússia a negociar Ansaldis e nos Estados Unidos à procura do próximo Adu (lol).

Para além da omnipresença ser difícil, mais grave ainda é a aparente falha na prioritização das necessidades de acção – quando precisamos de estar a resolver a lateral esquerda com um jogador de Grupo 2 e os processos não avançam (porque os pasquins sabem disto e vão-nos dizendo…), estamos a tentar convencer o Santos a libertar um sub-20 para um lugar que temos preenchido, estamos a tentar convencer os Belgas a libertar um Witsel para um lugar onde felizmente já temos qualidade este ano ou, regressando ao Santos, trazer também o outro sub 20 da lateral esquerda, quando já cá temos o da selecção francesa do mesmo escalão.

A 3ª questão crítica que me leva a sugerir a separação da equipa de transferências é obviamente a inabilidade que temos de precaver comprando antes da saída dos activos mais valiosos (percebo contudo que aqui possa existir limitações de tesouraria que o limitem, todavia já foi feito no passado, quando se comprou Gaitan para o lugar de um “mais que vendido na altura” Di Maria). Os Russos têm TV e Net. Sabem que o Fábio foi vendido por 30M. Têm um jogador insatisfeito, mas jogam com o tempo e com a urgência do nosso clube em resolver o problema e pedem obviamente, mais milhões.

Portanto 3 problemas: Não sermos omnipresentes, não estarmos a dar prioridade ao que é realmente fulcral para nós e não estarmos a antecipar o “óbvio”.

A minha sugestão: 2 task force independentes (com orçamento e responsabilidades separadas) poderiam funcionar muito melhor do que o que temos actualmente. A do Grupo 2 teria obviamente primazia de colocação, actuação e superior orçamento, pois está nela em primeira instância o garante do sucesso desportivo da época, mas ambas trabalhavam em simultâneo.

O benefício seria, penso, evidente. Segundo indicação do treinador, teriamos elencado se para a posição X seria um jogador do grupo 1 ou grupo 2 e cada equipa fazia o seu trabalho. Teríamos o plantel neste momento fechado e preparado (com LE e Centrais) para a pré-eliminatória. Se existisse disponibilidade financeira teríamos adicionalmente dois ou três Kanu, Mora e Uches no Seixal, esperando que a médio prazo, o Euromilhões de Madrid ou Londres nos saia outra vez… Ambos os grupos preenchidos, ambas as equipas com o trabalho feito.

Até podiamos resolver outro problema adicional, o da indefinição de papéis no clube - o Presidente liderava a task force para a compra de jogadores do grupo 2 (já que não conseguimos que não se envolva nesta questão) e Rui Costa liderava a do Grupo 1. Papéis claros de cada um, rumo a um Benfica melhor.

6 comentários:

Mar de Chamas disse...

Muito bom artigo.

Concordo planamente, até porque esses 2 grupos são completamente diferentes, logo as característica que se procuram são diferentes. Assim com 2 equipas era mais fácil afinar e especializar o faro para encontrar as característica de cada um dos grupos.

Éter disse...

Excelente post, Luís.

Luis Rosario disse...

Estou a começar a justificar os 50000€/mês que me pagas, não é?

Anónimo disse...

Muito bem. Só faltou enviar 1 mail ao Vieira com essa ideia... LOL.

Anónimo disse...

Caro Luís Rosário,

Soubeste muito bem apontar alguns dos problemas da política de contratações do Benfica. Contudo, a resolução não é a meu ver nada boa.

Defendes que o Benfica deve ter duas "task forces" para contratações, mas ainda não reparaste bem que já possuímos 4!

4? Passo a citar:
1 - Presidente, sim este também mete o bedelho e dá os bitaites e decide um ou outro jogador, sobretudo aqueles que são agenciados pelos grandes agentes (Kia, Jorge Mendes,...)
2 - Rui Costa, ainda hoje veio no jornal que o Mika era aposta dele.
3 - Rui Águas e departamento de prospecção, são eles os responsáveis por trazerem Carole e Wass, por exemplo.
4 - Carraça + Jorge Jesus, que tentam ir buscar putos novos ao mercado sul-americano.

E ainda existe uma 5ª dimensão da coisa: Jorge Gomes... que ainda não percebi o que faz... ou já!

Já agora, o Benfica se fosse um clube bem gerido, como por exemplo é o Barça, apenas faria no máximo umas 3 aquisições por época e não teria tanta necessidade assim de alimentar tachos!

Cumprimentos,

O Guerreiro da Luz

agent_smith disse...

eu tb concordo, mas o LFV disse que ia delegar menos

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