sábado, 9 de outubro de 2010
Comprei no início da época a caderneta do Benfica campeão e entre craques apareciam obviamente os nossos "cromos", que também tinhamos e continuamos a ter no nosso plantel. Éder Luis era um deles.
O homem chegou em Janeiro, foi embora 6 ou 7 meses depois, retornando ao Brasil, desta vez para o Vasco.
Verdadeiros craques pegam de estaca no mês seguinte, em qualquer lado - vide Ramires. Mas nem todos se adaptam com tanta facilidade ou, sejamos honestos, são tão bons como o Queniano.
Jesus já veio a público afirmar que Éder Luis falhou na adaptação, sobretudo pela vertente psicológica. O homem regressou ao Brasil e voltou a fazer boas exibições e golos, provando que, pelo menos no Brasil, é jogador de futebol. Não era jogador era para o Benfica.
Onde quero chegar com este post é que vendo o PFC e os jogos dos jogadores o sucesso está longe de garantido na contratação. Falta uma questão fundamental, que deve ser considerada tão importante como a forma como tratam a bola - a questão psicológica.
É fundamental conhecer todos os potenciais candidatos como se faz nas empresas - testes, perguntas, avaliação psicológica, falar sobre a sua visão do futebol. Provavelmente com avaliação do perfil de Éder Luis se poderia ter percebido que não podia ser um activo "Benfica". E voltar a trazer Éder Luis para o clube em Janeiro só porque está a jogar bem no Vasco, será provavelmente um novo erro, que deve ser evitado.
Gerir o clube como uma empresa implica recrutar activos e capital humano como empresa, tanto para o clube como para a equipa de futebol. É preciso profissionalismo no processo, como exigimos depois em campo.
Ver jogos de futebol não chega para garantir contratações de sucesso. Ter amigos advogados não chega para resolver com sucesso os casos de justiça onde o clube está envolvido.
Porque um clube melhor se faz também com pessoas cada vez melhores, vamos lá tratar de buscar mais competência para o Benfica, para o futebol e para as empresas do clube. Queremos craques!


