Especulação e confusão

terça-feira, 26 de maio de 2009

O comunicado emitido ontem pelo Benfica veio confundir tudo e todos. Será que afinal Quique fica para a próxima época?

Ainda para mais, na semana passada, foram emitidos dois comunicados sucessivos e contraditórios, acerca da contratação de Ramires.

A mim parece-me que a imprensa continua a construir realidades paralelas. Ao invés de contar o que se passou e escrever notícias, insiste em contar o que se vai passar. O jornalismo desportivo é futurologia pura no que toca a contratações, em que os três pasquins se acotovelam para lançar para o ar "notícias" bombásticas. Técnicas de marketing e não mais que isso.

Neste momento, os jornais estão a passar a ideia de que o Benfica não sabe o que fazer. Antes de mais, creio que quem originou o filme "Jesus no Benfica" foi a imprensa. Não se esqueçam que há umas semanas até o Scolari estava metido ao barulho.

Passa também a ideia de que o Quique está a dificultar a vida ao Benfica com a exigência da indemnização. Primeiro, o Quique não deve ser criticado por isto. Qual de nós abdicaria de uma indemnização caso fosse despedido de uma empresa com mais um ano de contrato por cumprir...?
Segundo, não me parece que a estratégia do Benfica mude porque é preciso pagar à equipa técnica para sair. Não acredito que este cenário não estivesse já equacionado. Acredito sim que tudo aquilo a que assistimos nas últimas semanas foi pura especulação. Preparem-se para o que está ainda para vir.

2 comentários:

Anónimo disse...

Sem comentários:

http://geracaobenfica.blogspot.com/2009/05/agenda-de-vieira-humilha-rui-costa.html

enfim!

Dylan disse...

"Flores para Quique"

É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.

O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu "fair-play", os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.

Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.

http://dylans.blogs.sapo.pt/

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