quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Parece que o nosso Pablito faz hoje anos. Ele que me desculpe mas não consigo registar com agrado tal data. Falta cada vez menos tempo para o poder ver jogar futebol. E isso não pode nunca ser festejado.
Parece que o nosso Pablito faz hoje anos. Ele que me desculpe mas não consigo registar com agrado tal data. Falta cada vez menos tempo para o poder ver jogar futebol. E isso não pode nunca ser festejado.
Publicada por Éter à(s) 3.11.11 1 comentários
Não gosto de Gaitán e assumo-o sem qualquer problema. Desde a época passada que acho que a sua postura em noventa por cento dos jogos é uma falta de respeito para com os colegas que se esforçam dentro do campo e também em relação a quem contribui com dinheiro de bilhetes e quotas para lhe pagar a casa, o carro, a comida e o raio que o parta. Há muito tempo que não me lembro de ver no Benfica um jogador com tanta técnica individual e, simultaneamente, com tamanha atitude "estou-me a cagar para vocês todos, dêem-me mas é a merda da bola" (o último talvez fosse o Roger, se bem que acho que o Roger ainda conseguia ser tecnicamente melhor do que o Gaitán). Marca golos fantásticos? Marca, sim senhor. Faz assistências brilhantes? Também. E tudo isso fica na retina, é óbvio. Mas é bom não esquecer a quantidade de golos que o Benfica sofreu na época passada e nesta porque o Gaitán perdeu uma bola ao tentar fintar quatro gajos, porque o Gaitán não esticou a perninha para travar um contra-ataque, porque não lhe apeteceu vir ajudar o lateral que acabou a levar com dois adversários em cima, etc, etc, etc. É claro que todas estas não-acções não ficam na retina (o olho humano não está preparado para gravar não-acções) e é fácil atribuir as culpas de um desses lances ao Maxi, ao Emerson, ao Luisão, ao Garay, ao Jardel, ao Javi, ao Matic ou a outro qualquer. É demasiado fácil, aliás, porque ir procurar o que deu origem ao contra-ataque do adversário dá mais trabalho e não interessa muito. E assim lá vai sobrevivendo Gaitán, entre os pingos da chuva, deixando permanentemente cocó na sanita numa casa onde moram onze pessoas sem nunca ninguém se aperceber que a merda é mesmo dele.
"Mas uma equipa precisa de desequilibradores!" Pois precisa. Mas eu vejo um Pedro, um Cristiano Ronaldo, um David Silva, um Nani, um Rooney, um Ribéry e até um Messi muito mais envolvidos nos processos defensivos das suas equipas do que o Gaitán no Benfica. E aqui nem estou a falar da qualidade individual, todos eles muito melhores do que Gaitán, mas sim da mentalidade. Todos estes jogadores têm mentalidade competitiva altíssima. Uns talvez já tivessem nascido com ela, mas a outros foi-lhes incutida ao longo do tempo. O Gaitán está na segunda época no Benfica e para mim nesse aspecto consegue estar pior do que na época passada. Com mais tiques de vedeta, mais "estou-me a cagar". Mais enervante. E é inadmissível que o treinador continue a compactuar com isto. É uma tortura para mim ver o Gaitán em campo a fazer sempre, sempre, sempre, sempre o mesmo sem que ninguém o chame à atenção ou o castigue com o banco. Não consigo ver mais Gaitán, pronto. Não consigo. Rebentei ontem. Prefiro o Nolito com uma fractura exposta da tíbia dentro do campo ou o Mika adaptado a essa posição.
E é curioso que já tenha visto mais pessoas com camisolas e cartazes do Witsel, do Javi, do Luisão ou do Maxi do que do Gaitán, o suposto mega-craque da Luz. Acredito que o público sabe reconhecer quem sua até à última gota pelo clube, tal como numa empresa as pessoas sabem reconhecer quem está onde está por mérito próprio ou por cunha do chefe.
Por isso gostava imenso de poder entrar numa máquina do tempo e programá-la para daqui a três ou quatro anos só para poder levar Jesus a ver em que clube estaria Gaitán a jogar. A brilhar num colosso tipo Manchester United ou Milan, ou a arrastar-se meio esquecido (mas de bolso recheado) num longínquo campeonato turco ou ucraniano?
Caso se verificasse a primeira hipótese, era sinal de que Gaitán se esforçava e trabalhava a sério dentro do campo. Quereria isso dizer que enquanto tinha estado no Benfica andava a gozar com meio mundo (que é aquilo que eu penso), só se dignando a correr quando tinha a bolinha no pé, porque sabia que tinha sempre o lugar garantido no onze inicial. Se fosse verdadeira a segunda hipótese, então aquilo que ele tinha mostrado no Benfica era, efectivamente, aquilo que ele tinha para oferecer.
Regressando então ao presente, o que fazer com Gaitán? Sentá-lo no banco de castigo, caso ele no futuro andasse a brilhar nos principais palcos europeus (a tal primeira hipótese de que falei atrás). Despachá-lo o mais rapidamente possível, caso ele no futuro andasse a cozer no deserto turco ou a congelar na tundra ucraniana ou russa (a segunda hipótese).
Seja como seja, Gaitán não é jogador à Benfica. Pode ser uma centena de outras coisas quaisquer, todas elas espectaculares e orgásmicas, mas à Benfica não é.
Publicada por Éter à(s) 3.11.11 33 comentários
Ver um jogo em que o Benfica joga com Emerson e ver um jogo em que o Benfica joga com Luís Martins é claramente diferente. Emerson defende razoavelmente mas é fraquíssimo a atacar (capacidade técnica medonha e não acerta um cruzamento); Luís Martins ataca razoavelmente bem mas é fraco a defender (dá muito espaço ao adversário, descura o espaço nas costas e ainda não sabe ler a movimentação dos centrais para criar foras-de-jogo).
A questão é que, ao passo que Emerson não vai passar daquilo que vemos todos os fins-de-semana (estou sempre à espera de ver o Pedro Granger entrar no relvado, dirigir-se ao Emerson e dizer-lhe "Você é o elo mais fraco da equipa do Benfica, saia"), Luís Martins vai com certeza corrigir as suas debilidades de posicionamento e melhorar ainda mais no aspecto técnico. Não clamo pela sua titularidade no campeonato e na Champions mas é pô-lo em campo nos jogos mais acessíveis da Taça de Portugal, em todos os jogos da Taça da Liga e, por que não, lançá-lo do banco a meio da segunda parte para o lugar de Emerson em jogos que o Benfica esteja a vencer por dois ou três golos de diferença. "Ah, mas assim queima-se uma substituição num defesa esquerdo", dizem vocês com um esgar de estupefacção. Jorge Jesus respondeu-vos ontem. Tudo porque teve medo do pequeno monte de esteróides (bom jogador, o gajo) e lhe quis mover uma marcação individual cerrada... Onde é que eu já visto? Naqueles jogos a preto e branco da RTP Memória e em jogos a cores de equipas do Jaime Pacheco (foi campeão de Portugal a jogar assim, o que nos deveria fazer corar de vergonha a todos. "Olá, sou português", "Espera lá, tu és daquele país onde o Jaime Pacheco foi treinador de uma equipa campeã?", "Sim, sou", "E não tens vergonha?", "Sim, realmente tenho"). E diz-se Jesus um seguidor da escola de Cruyff...
Publicada por Éter à(s) 3.11.11 2 comentários
Beira-Mar, Olhanense, Basel. Três jogos com exibições bem abaixo dos mínimos exigíveis dadas as diferenças abissais entre os jogadores destas três simpáticas equipas e os jogadores do Benfica. Em Aveiro pensei que tinha havido um problema de atitude, na Luz contra o Olhanense voltei a pensar precisamente no mesmo. Hoje não posso pensar assim, porque é evidente que o que se tem passado não se explica (só) com uma suposta falta de atitude. O Benfica vive um problema de falta de fio de jogo (tudo parece ser feito aos repelões e quando se tira Aimar de um jogo em que ainda é preciso cabeça fria para chegar à vitória só me apetece cortar os pulsos) e, fundamentalmente, de falta de capacidade física. Tirando o guarda-redes e a defesa, a equipa entra em paragem cardíaca por volta dos 60 minutos de jogo e nem com um choque eléctrico com a potência da energia produzida na Barragem das Três Gargantas consegue acordar. Seria bom rever esta questão, pois Novembro não vai ser pêra doce.
Voltando atrás, à parte da atitude, o expoente máximo hoje até foi um jogador que nem esteve muito tempo em campo mas merecia ter levado um par de estalos no final do jogo. Há mínimos de entrega ao jogo e de respeito para com o público e restantes colegas.
O positivo de tudo isto é que estas três exibições não causaram mossa na luta pelo campeonato e mantiveram o grupo da Champions como esteve desde sempre: Manchester favorito ao primeiro lugar, Benfica favorito ao segundo e Basel favorito ao terceiro. Se bem que, uma vitória hoje aproximar-nos-ia da luta pelo primeiro lugar, sempre importante no sorteio seguinte. Mas mais uma vez, muito provavelmente iremos ter que selar o apuramento na última jornada.
Publicada por Éter à(s) 3.11.11 5 comentários
Publicada por Unknown à(s) 2.11.11 5 comentários

Se sim, espero que os adeptos não cedam à tentação do assobio fácil aos primeiros erros (porque os vai cometer, está na idade de o fazer) nem vaticinem liminarmente "não vale uma merda" caso não faça um bom jogo.
Mas estou esperançado que isso não aconteça. O público da Luz costuma ter um carinho especial pelos miúdos da formação e nunca é tão duro nas críticas. O que se compreende, já que nos dias que correm é raro ver um jogador evoluir desde as camadas jovens até à equipa principal. Acaba um pouco por ser como dar mais atenção a uma espécie em vias de extinção.
P.S. Estou para aqui com esta conversa toda e vai jogar o Maxi na esquerda. Ou o Amorim.
Publicada por Éter à(s) 2.11.11 6 comentários

O Homem mais velho de Portugal completa hoje uns bonitos 126 anos. Espero que passe um dia feliz no seio da sua numerosa família.
Publicada por Éter à(s) 2.11.11 1 comentários
87-30 (20-9; 19-8; 29-5; 19-8)
Já não via uma malha das antigas deste calibre há muito tempo. Com todo o respeito pelo Ginásio Figueirense, hoje os seus jogadores mais pareciam os do foculporto contra o APOEL.
Pequeno resumo aqui.
Publicada por Éter à(s) 2.11.11 3 comentários
Sou fã desde a primeira entrevista, nem sequer tinha visto jogar. Um jogador clarividente, que pensa e fala bem e certo, pensei eu mais tarde, uma raridade nos dias que correm. Se jogar tanto como aparenta ter em inteligência temos jogador, ansiei em Agosto de 2010.
Um ano e 3 meses depois, começamos a ver resultados e presença assídua na nossa equipa e pensamos porque é que tem muitas possibilidades de dar certo...
Um jogador inteligente, com excelentes características físicas? Um óptimo começo.
Um jogador com o talento brasileiro educado provavelmente numa das melhores escolas de futebol do mundo? Muito interessante!
Um jogador com presença assídua nas selecções jovens de Espanha? Bom, bom...!
Um jogador polivalente, capaz de fazer várias posições no ataque? Uma mais-valia!
Um jogador inteligente capaz de comunicar na língua materna com a esmagadora maioria do plantel? Uma preciosidade!
Um jogador que serve adicionalmente de tradutor a Jesus no momento de corrigir Matic? Fantástico!
Das 7 questões referidas atrás, apenas a última não era conhecida pelo SLB no momento da contratação. O risco foi elevado não pelo potencial do activo, mas sim pelo custo do mesmo. De qualquer forma, a estrutura decidiu investir e começa agora a recolher os frutos desse investimento, esperemos que por algumas épocas.
Todavia, não posso deixar de manifestar a minha preocupação por esta Rodrigomania que temos vivido nestas últimas 2 semanas (dentro e fora do clube).
Rodrigo fez 3 jogos e já temos dezenas de páginas e capas na imprensa feitas, isto porque aliado às boas (não mais do que isso) exibições e aos golos com o Olhanense, o clube está a dar alguma liberdade ao jogador para falar com os media (aspecto no qual Rodrigo tem sido exemplar, mostrando a sua satisfação por estar no Benfica e reforçando o elogio à estrutura actual do clube - desde o treinador à direcção).
Ora esta questão, perigosa se estivéssemos a falar de outro jogador, só me desassossega porque a nossa imprensa aproveita os conteúdos obtidos para os empolar da forma que já conhecemos (já é seguido por A e B, a clausula é para aumentar, o ordenado vai subir, etc... etc...), influenciando percepções dos benfiquistas que diariamente são bombardeados com isto.
O segundo elemento de preocupação tem sido a actuação do nosso treinador: O flash interview em Basileia foi um aviso claro: Jesus quer provar que a escolha de Rodrigo foi acertada e está disponível potencialmente para queimar etapas no desenvolvimento do jogador ou tornar segundas opções jogadores até à data imprescindíveis na sua equipa para provar que estava correcto.
É pena que a abordagem do nosso treinador seja visivelmente diferente em função dos activos que tem no plantel, e que projectam claramente as lacunas que detém ao nível da comunicação, que afectam a forma como lidera o grupo. Quando Nolito brilhava no início do campeonato, Jesus desvalorizava as prestações do atleta, diminuindo o seu valor em público. Quando Rodrigo fez um jogo bom em Basileia (não mais do que isso), a flash interview não terminou sem o elogio público ao jogador e, como não podia deixar de ser, sem o auto-elogio da decisão.
Será importante que o Benfica e sobretudo Jorge Jesus resguardasse o jogador, até porque, apesar do elevado potencial, pouco ainda fez. Tem muito para dar certo? Tem, mas da mesma forma que fui entusiasta na contratação pelo que li, não quero que este jogador corra o risco de subir demasiado depressa, pois a queda pode ser muito dura.
Não podemos esquecer que foi o Portimonense, o Basileia e o Olhanense da 1ª parte e que Rodrigo ainda tem muito a aprender não só jogando com frequência mas também vendo Cardozo, Saviola e Aimar do banco dos suplentes enquanto ouve conselhos de Jesus.
Publicada por Luis Rosario à(s) 1.11.11 5 comentários
