quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mas estou profundamente convicto de que, se ainda fosse vivo, hoje estaria a jogar no Benfica.
Descansa em paz, Robert.

Mas estou profundamente convicto de que, se ainda fosse vivo, hoje estaria a jogar no Benfica.
Descansa em paz, Robert.
Publicada por Éter à(s) 10.11.10 1 comentários
Angola está já há alguns anos no centro das atenções do mundo dos negócios. Terra de riqueza, de grande potencial de crescimento, com inúmeras oportunidades para investir e colher benefícios.
À semelhança de várias missões empresariais do passado recente, é esta semana o SLB quem viaja ao país em busca de benefícios económicos e reforço da relação privilegiada com o povo e o governo angolano.
Mas esta não é só a oportunidade de angariar os tão desejados euros. É uma oportunidade de ouro para o Benfica se reencontrar com o Benfica do ano passado.
Longe do nosso país, numa semana onde a comunicação social irá diariamente acusar o clube de “entidade destroçada e à beira do abismo” e com todos os principais intervenientes e decisores do clube juntos em Luanda e com tempo para reflectir e falar (os capitães, os jogadores chave, o treinador, o director desportivo e o presidente), este é o momento certo para retornar ao caminho trilhado em 2009/2010.
No regresso, não peço os 60 pontos nas 20 jornadas que faltam. Nem sequer exijo que joguem ao nível que jogaram o ano passado, apesar de desejar que tal aconteça a cada jornada que passa.
Quero que aproveitem Angola para se inspirarem no espírito de sobrevivência e capacidade de luta da plebe de Luanda, que pouco ou nada tem, mas que todos os dias luta pela vida, por algo para comer.
Quero que alguém mostre aos jogadores o que é a humildade e o sacrifício dos angolanos e que lhes recorde que o Sport Lisboa e Benfica foi feito assim, a partir de quem pouco ou nada tinha.
Quero que Jesus veja as condições de trabalho dos seus homólogos em Luanda e se aperceba do quão afortunado é por treinar o SLB, a quem deve toda a sua projecção mediática e reconhecimento actual, eliminando a bazófia que se instalou nele este ano, reconhecendo e emendando a mão quando necessário.
Quero que alguém faça ver a Luís Filipe Vieira que o poder absoluto da família Santos, em Angola, prejudica mais o país do que o beneficia. Que não sabe nem consegue controlar tudo, pelo que precisa de ajuda e de gente competente ao seu lado, para falar e para ouvir.
Quero que alguém faça ver a Rui Costa que quando não se concorda, que se fala, se apresenta opiniões diferentes e no limite se luta pelo que se acredita, como faz, mal ou bem, a FLEC.
Esperamos que Angola, mais do que uma fonte de euros, seja esta semana a fonte de inspiração de que necessitamos para fazer regressar o melhor Benfica a Portugal.
Publicada por Luis Rosario à(s) 10.11.10 1 comentários
Publicada por Éter à(s) 9.11.10 4 comentários
Jorge Jesus deixou-se embalar pelo sucesso e aproximou-se da cama; a comunicação social aproveitou a ocasião e já a fez de lavado; e agora está meio mundo à espera que sejam os adeptos do Benfica a deitarem Jorge Jesus.
A única pessoa que tem poder para inverter esta situação é o próprio Jesus. Cabe-lhe clarear as ideias e afastar-se da cama que está ali prontinha a olhar para ele.
Infelizmente já vi vários Benficas iguais ao desta época, mas para encontrar igual ao Benfica da época passada temos que recuar muito na história. Jorge Jesus é o melhor treinador que já passou pelo Benfica nos últimos 20 anos e, apesar deste horrível início de época, continuo a acreditar que é o homem certo no lugar certo.
Publicada por Éter à(s) 9.11.10 8 comentários
Iamos fazer mais uma rubrica de "Depois de dizeres isso, é melhor enfiares-te num buraco", mas o anti-benfiquista primário não tem sequer qualidade humana suficiente para garantir a possibilidade de estar presente nesta rubrica.
Temos pena. Por ele pouca, pelo Zbordin que conhecemos no passado, muita.
Publicada por Luis Rosario à(s) 9.11.10 1 comentários
O sono - Oh, ilusão! - o sono? Quem
Logrará esse vácuo ao qual aspira
A alma que de aspirar em vão delira
E já nem força para querer tem?
Que sono apetecemos? O d’alguém
Adormecido na feliz mentira
Da sonolência vaga que nos tira
Todo o sentir na qual a dor nos vem?
Ilusão tudo! Querer um sono eterno,
Um descanso, uma paz, não é senão
O último anseio desesperado e vão.
Perdido, resta o derradeiro inferno
Do tédio intérmino, esse de já não
Nem aspirar a ter aspiração...
Excerto de Em Busca da Beleza, de Fernando Pessoa.
Publicada por P. Pato à(s) 9.11.10 0 comentários
Publicada por Luis Rosario à(s) 8.11.10 12 comentários
Publicada por Unknown à(s) 8.11.10 4 comentários
Em Maio passado, o Benfica apresentou-se no dragay na máxima força, motivadíssimo, a jogar muito mais do que o foculporto e a precisar apenas de um empate para se sagrar campeão. O foculporto tinha a enorme pressão de não permitir que o Benfica festejasse o título no dragay, não contava com o seu melhor marcador e supostamente a equipa estaria animicamente de rastos e afastada do treinador. O que é que aconteceu? Jogando em inferioridade numérica durante praticamente toda a segunda parte, o foculporto deu um banho de bola ao Benfica.
Ontem a situação era bastante diferente. Quem estava motivadíssimo era o foculporto, quem estava a praticar melhor futebol era o foculporto. O que é que aconteceu? Novo banho de bola, mas desta vez por números mais dilatados.
Enquanto as pessoas que trabalham no Benfica não perceberem que o foculporto, independentemente de estar 20 pontos atrás ou à frente do Benfica, encara este jogo como algo de vida ou morte, não vamos a lado nenhum. Enquanto as pessoas que trabalham no Benfica não perceberem que, nas vésperas deste jogo, os jogadores do foculporto são espicaçados como animais e lhes é incutido um ódio visceral ao Benfica, não vamos a lado nenhum. Enquanto as pessoas que trabalham no Benfica não perceberem que, ano após ano, a forma como os jogadores do Benfica abordam este jogo não é a mais indicada, não vamos a lado nenhum.
Ontem os erros de Jesus explicam muita coisa, é verdade, mas no tal jogo de Maio não houve invenções e o resultado foi parecido. A grande questão aqui é que os jogadores do foculporto entram em campo e parecem que estão de tal forma enraivecidos que vão matar alguém, enquanto que os jogadores do Benfica entram em campo para disputar um simples jogo de futebol. É claro que, na minha opinião, a forma como o Benfica aborda este jogo é a mais saudável e reflecte a maneira como o desporto deve ser encarado. Mas, infelizmente, neste caso particular esta lógica não se pode aplicar. A partir do momento em que um dos lados transforma um jogo de futebol em guerra e o encara como tal, o outro lado não pode continuar com a mesma atitude íntegra e ingénua, sob pena de aquilo que aconteceu ontem se repita ano após ano.
Publicada por Éter à(s) 8.11.10 6 comentários
Publicada por Unknown à(s) 7.11.10 7 comentários
