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Queremos mais de Angola para além dos Euros

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Angola está já há alguns anos no centro das atenções do mundo dos negócios. Terra de riqueza, de grande potencial de crescimento, com inúmeras oportunidades para investir e colher benefícios.

À semelhança de várias missões empresariais do passado recente, é esta semana o SLB quem viaja ao país em busca de benefícios económicos e reforço da relação privilegiada com o povo e o governo angolano.

Mas esta não é só a oportunidade de angariar os tão desejados euros. É uma oportunidade de ouro para o Benfica se reencontrar com o Benfica do ano passado.

Longe do nosso país, numa semana onde a comunicação social irá diariamente acusar o clube de “entidade destroçada e à beira do abismo” e com todos os principais intervenientes e decisores do clube juntos em Luanda e com tempo para reflectir e falar (os capitães, os jogadores chave, o treinador, o director desportivo e o presidente), este é o momento certo para retornar ao caminho trilhado em 2009/2010.

No regresso, não peço os 60 pontos nas 20 jornadas que faltam. Nem sequer exijo que joguem ao nível que jogaram o ano passado, apesar de desejar que tal aconteça a cada jornada que passa.

Quero que aproveitem Angola para se inspirarem no espírito de sobrevivência e capacidade de luta da plebe de Luanda, que pouco ou nada tem, mas que todos os dias luta pela vida, por algo para comer.

Quero que alguém mostre aos jogadores o que é a humildade e o sacrifício dos angolanos e que lhes recorde que o Sport Lisboa e Benfica foi feito assim, a partir de quem pouco ou nada tinha.

Quero que Jesus veja as condições de trabalho dos seus homólogos em Luanda e se aperceba do quão afortunado é por treinar o SLB, a quem deve toda a sua projecção mediática e reconhecimento actual, eliminando a bazófia que se instalou nele este ano, reconhecendo e emendando a mão quando necessário.

Quero que alguém faça ver a Luís Filipe Vieira que o poder absoluto da família Santos, em Angola, prejudica mais o país do que o beneficia. Que não sabe nem consegue controlar tudo, pelo que precisa de ajuda e de gente competente ao seu lado, para falar e para ouvir.

Quero que alguém faça ver a Rui Costa que quando não se concorda, que se fala, se apresenta opiniões diferentes e no limite se luta pelo que se acredita, como faz, mal ou bem, a FLEC.

Esperamos que Angola, mais do que uma fonte de euros, seja esta semana a fonte de inspiração de que necessitamos para fazer regressar o melhor Benfica a Portugal.

Mantorras, Angola e o Benfica

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tinha umas linhas para escrever sobre o tema Mantorras e a potencial importância do ex-jogador, agora actual activo não desportivo do clube, mas não tive manifestamente tempo na altura em que o Presidente deu a entrevista, pelo que só agora o faço.

Aproveito o pós derby, já que o "clube muita fraquinho” com quem jogámos não dá grandes razões para investir alguns minutos ao teclado a escrever sobre isso, para fazer uma incursão neste tema, muito mais interessante para o Benfica.

Apesar da ligação “umbilical” entre o ex-jogador e o Presidente, o interesse para o Benfica da manutenção da ligação com Mantorras deverá extravasar o “apadrinhamento” pelo Presidente, fruto da histórica relação entre ambos e dos infortúnios que levaram ao fim antecipado da sua carreira.

Mantorras mantém ainda ligação profunda com os adeptos em Portugal, mas é ainda mais um ídolo em Angola e uma forte referência de ligação entre o país e o SLB. Esta ponte entre Angola e o Benfica, cuja face visível é Pedro Mantorras poderá a curto prazo passar de relações institucionais para relações comerciais e de investimento, cuja materialização ainda não é visível a todos os benfiquistas, mas que já acontecem.

Os kits Angola, actualmente já desactivados, foram o primeiro passo para a entrada da marca Benfica no mercado Angolano, com início da captação de receitas. Todavia, a principal questão que surge na minha mente não tem a ver com a angariação de sócios em países como Angola mas sim com o papel futuro que Angola poderá ter enquanto investidor da SAD do Benfica.

Angola é actualmente um país de enorme riqueza, apesar de registar assimetrias internas radicais entre a esmagadora maioria da população e a minoria abastada.

Alguns exemplos:

O investimento angolano em grandes empresas na bolsa portuguesa ultrapassava já os dois mil milhões de euros em 2009, sendo ainda considerados pelo governo de Angola como tímidos e com grande margem para crescimento;

O governo Português acolhe de forma positiva o investimento angolano e continua a instigar o investimento português em Angola;


Disto o que é relevante reter? A ligação Benfica – Mantorras é a ponta do iceberg daquilo que pode ser uma relação aprofundada com Angola, já iniciada durante o mandato de Luis Filipe Vieira.

Manter Mantorras como activo do clube pode facilitar acesso privilegiado a talentos angolanos, ligação privilegiada com a Federação Angolana mas sobretudo ter uma figura “controlável” pelo Benfica e idolatrada pelo país, que facilite a implantação do Benfica nesse país e facilite a existência de uma fonte adicional de captação de investimento para o clube, encabeçada do lado africano por Isabel dos Santos, principal investidora externa do país, assumidamente benfiquista.

Vamos esperar para ver, mas pensamos que Angola terá a prazo uma preponderância mais visível no SLB do que até à data. Conseguirá o clube obter benefícios desportivos e financeiros desta relação com a pátria de Pedro Mantorras?

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